sábado, 25 de abril de 2015

O que gosto de me lembrar.

Ontem/hoje assisti um filme chamado "Wild" e depois de dar uma olhada na internet vi que é um livro autobiográfico o que faz tudo isso mais interessante.
Apesar de (ainda) não ter lido o livro preciso escrever sobre alguns pontos que me chamaram atenção.

Já fiquei tensa quando vi que a rota escolhida tinha 1.770 km e quando descobri que ela nunca tinha feito trilhas ,pensei :"Ótimo,ela vai encontrar alguém no meio do caminho mais experiente ,se apaixonar e dizer que a viagem mudou sua vida,"
Sabe o que aconteceu? Ela chegou ao final da trilha sozinha em todos os sentidos.

Ao longo do filme durante a caminhada,ela vê cada um dos demônios que a atormentava.
Pensou,escreveu,viveu e aprendeu com cada um deles para se reconstruir.

"It seemed to me the way it must feel to people who cut themselves on purpose. Not pretty, but clean. Not good, but void of regret. I was trying to heal. Trying to get the bad out of my system so I could be good again. To cure me of myself."

Em um dos momentos que Cheryl está discutindo com a mãe sobre eles não terem nada:Nossa riqueza é o amor e, na vida terão dias muito mais difíceis do esse.Aprenda a lidar e ver as coisas da melhor maneira possível.(Resumi o diálogo.Essa é a minha parte favorita do filme).

Ao longo da caminhada Cheryl  encontra alguns homens que aproveitam o fato dela estar sozinha tentar algo .Todas essas cenas me lembram o abuso que sofremos ao longo de nossas vidas.

Outra parte interessante é quando um repórter para na estrada para conversar com a protagonista e diz: "É raro encontrar mendigas".
E ela responde contando a ele onde geralmente estão as mulheres e sua posição na sociedade.
Ele ainda continua dizendo que ela parece uma feminista.
Cheryl responde :Eu sou.
Não me lembro de ter assistido nenhum outro filme onde a personagem fosse tão direta com relação a isso.

É um filme que expõe temas bem interessantes e pequenas lições que valem a pena ser lembrados.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Felicidade realista - Mário Quintana


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um
pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde,
ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o
cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco
estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem
podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso
é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.Queremos estar
visceralmente apaixonados,
queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo
selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá
ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com
um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente
quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que
saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de
criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o
improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar
o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos
mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é
um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos
vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com
as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a
felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir
embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não
sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Quem me visita aqui :D